Notícias

Esplar debate uso de agrotóxico com professores/as de Santana do Acaraú

Quinta, 07 Julho 2016 00:07

Professores e professoras da Escola de Ensino Fundamental Lourenço José de Lira e da Escola de Ensino Fundamental Coração de Jesus, ambas do município de Santana do Acaraú, se reuniram na ultima quinta-feira, 30 de junho, para participarem da formação realizada pelo Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria em parceria com a ActionAid.A ação faz parte do projeto Educação Ambiental nas Escolas que trabalha questões agroecológicas com crianças, jovens e adolescentes de 34 escolas de cinco municípios cearenses: Canindé, Choró, Quixadá, Santana do Acaraú e Sobral.

O encontro foi realizado na Escola de Ensino Fundamental Lourenço José de Lira, na localidade de Águas Belas. Durante o período da manhã, Neuma Morais, técnica do Esplar apresentou para os professores e para as professoras as ações desempenhadas pelo Esplar em parceria com a ActionAid, organização sem fins lucrativos cujo trabalho atinge cerca de 15 milhões de pessoas em 45 países. Além das apresentações das instituições, também foram debatidos temas como alimentação saudável, valorização do trabalho do campo, educação contextualizada e educação do campo.

Para Valneide Silva, diretora da EEF Lourenço José de Lira, o encontro foi um grande momento para a troca de experiência entre os/as participantes. “Estou há pouco tempo como diretora dessa escola, mas já tive a oportunidade de ver o trabalho do Esplar por aqui. Dá pra perceber que é um trabalho direcionado para o desenvolvimento do meio ambiente, para a valorização do trabalhador do campo e para a plantação saudável. Nós, daqui da escola, valorizamos muito isso, inclusive temos até a nossa própria horta. As ações do Esplar vêm para contribuir ainda mais com a nossa escola”, afirma Valneide Silva.

Durante o período da tarde, a técnica do Esplar, Ana Cristina, falou com os professores e as professoras sobre como surgiram os agrotóxicos e como o seu uso pode trazer malefícios para a nossa vida. De acordo com Maria Iraci, professora da EEF Lourenço José de Lira esse foi o momento mais marcante do dia. “É um tema que tem que ser trabalhado porque é muito preocupante a situação em que a gente se encontra. As consequências do uso de agrotóxico a gente tem conhecimento, mas sobre a porcentagem dos malefícios a gente ainda não sabia. Depois de hoje a vontade que dá é de ir pra rua e falar para todo mundo”, diz a professora.

Ao todo, onze professores/as participaram da formação.