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O Programa Cisternas nas Escolas beneficiará 31 escolas dos municípios de Canindé, Caucaia, Ocara e Pacajus

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Terça, 13 Dezembro 2016 00:20

Ajudando a formar novos profissionais

Em 2016, o Esplar acompanhou o estágio de seis alunos e uma aluna da Escola Família Agrícola Dom Fragoso, localizada no município de Independência. Railson Barros, Francisco José, William Pereira, Francisco Dessis Feitosa, Ana Carla Martins, João Mateus Santos e Francisco Elissandro dos Santos estiveram presentes em vários acompanhamentos técnicos nas unidades produtivas de agricultores e agricultoras, tais como quintais, roçados, hortas e canteiros.  Os estagiários e a estagiária também viajaram para o Intercâmbio Territorial de Sementes em Quixadá;  colaboraram com oficinas de manejo e produção de mudas; oficinas sobre economia solidária; formações com famílias agricultoras sobre a gestão de casas de sementes comunitárias e mostraram às comunidades rurais alternativas sobre manejo e conservação do solo e da água.

Ao todo,  cumpriram 150 horas de estágio em atividades práticas e teóricas para aprofundar sua formação profissional. Durante este tempo, os futuros técnicos agropecuários e técnica agropecuária praticaram conhecimentos como: adubação orgânica, cobertura vegetal, fabricação de biofertilizantes, coroamento, poda de árvores e a construção de canteiros suspenso de garrafas plásticas. Com as equipes do Esplar nos projetos Educação Para a Liberdade e Assistência Técnica Rural Agroecológica Sertão dos Inhamuns (ATER Inhamuns), exercitaram também a mediação de encontros com comunidades rurais para demonstrar os métodos agroecológicos de melhoria na produção dos quintais, a qualidade das frutas, legumes e hortaliças, tratar a saúde dos pequenos animais e proporcionar ao homem e à mulher do campo alimentação saudável, qualidade de vida e preservação ambiental nos locais onde vivem.

Saiba mais sobre a Escola Família Agrícola Dom Fragoso

Em 2017, o Esplar vai oferecer nova turma  de estágio para garotas da EFA Dom Fragoso

O Educação Para a Liberdade é um projeto social em agroecologia e gênero, por isso, a partir do ano que vem, a prioridade de vagas para aprendizes será para estudantes mulheres. Elas irão visitar quintais produtivos de agricultoras em Monsenhor Tabosa, Nova Russas e Tamboril e, junto com a equipe de técnicas agropecuárias profissionais, aprenderão o trabalho de assistência rural agroecológica de manejo de plantas e de pequenos animais. Poderão também participar de oficinas sobre o combate à violência contra a mulher, intercâmbios e seminários promovidos pelo projeto. Deseja participar da seleção para nova turma de estagiárias do Esplar? envie email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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Entrevista

Ana Carla Martins foi a primeira estagiária do Projeto Educação Para a Liberdade. Em 2017, sete novas vagas de estágio serão ofertadas para garotas estudantes do curso técnico em agropecuária da EFA Dom Fragoso. Carla conta sobre seu aprendizado e seu desafio de plantar uma agrofloresta, projeto prático da EFA

Por que você escolheu estagiar no Projeto Educação Para a Liberdade? Quais eram as suas expectativas?

Ana Carla - A EFA Dom Fragoso incentiva, em nosso segundo ano, estagiarmos em entidades que estejam ligadas a parte social e à agropecuária, então pensei em estagiar no Esplar, exatamente no Projeto Educação Para Liberdade, pois já conhecia algumas atividades desse projeto que eram executadas em alguns assentamentos próximo de onde moro. Era fascinada pelos trabalhos realizados com as mulheres, pelos assuntos que eram debatidos para fortalecer cada vez, mas a autoestima e independência delas. Os acompanhamentos técnicos nos quintais que também seriam uma experiência nova, uma forma de conscientizar as mulheres a uma produção mas saudável. Era muito gratificante só em saber que eu iria fazer parte nesse processo de mudanças e aprendizagens com elas. Desejava contribuir ao máximo nas oficinas em que iria participar, e principalmente repassar os meus conhecimentos, mas sabendo que aprenderia muito mais, pois iria conhecer novas realidades, novas pessoas com conhecimentos diferentes que os meus e isso iria me ajudar bastante profissionalmente e também como pessoa.
Que conteúdo da agroecologia vocês puderam exercitar no estágio?

Tivemos a parte social nas oficinas com as mulheres sobre formas mais ecológicas de produção e como podemos praticar a agroecologia no próprio quintal, em conjunto com toda a família, uma forma de organização dentro do agroecossistema mais sustentável. Compartilhar e trocar sementes com os vizinhos e vizinhas também é uma das formas de práticas agroecológicas. Na parte prática realizamos com as mulheres, em seus quintais, técnicas de conservação do solo, adubação, poda, fabricação de biofertilizantes naturais para que não usem os adubos químicos e agrotóxicos, e sim os meios de produção mas ecológicos e saudáveis. Na primeira vez que visitei os quintais das mulheres percebi que elas se dedicavam bastante aos seus quintais, mas não eram realizadas técnicas ecológicas. Com o decorrer das atividades práticas e as oficinas, percebi que elas puderam melhorar os conhecimentos nas práticas produtivas e organizar sua produção, ampliando seus conhecimentos buscando uma transição agroecológica em seu próprio quintal.

 

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Elisa Monguzzi é uma senhora italiana e mora perto da cidade de Milão. Samuel Delfino da Silva é um menino de sete anos, ele mora com a avó na cidade cearense de Nova Russas e estuda em escola pública do município. Os dois não são parentes, nem nunca se encontraram, mas através do projeto Educação Para a Liberdade participam da vida um do outro.

O trabalho educativo desenvolvido pelo Esplar há cinco anos destina-se a duas mil e duzentas crianças e adolescentes de Nova Russas, Tamboril e Monsenhor Tabosa e é mantido por doações feitas por cidadãos e cidadãs italianas. A solidariedade à distância, rede da qual Elisa faz parte, sustenta o trabalho de formação cidadã de crianças e adolescentes do Sertão de Crateús.

Cerca de vinte e cinco alunos e alunas estudam na turma de segundo ano da Escola Mariano Rodrigues Costa, da comunidade Canindezinho em Nova Russas. Samuel e seus colegas  estão aprendendo a ler e escrever e, todos os dias, a professora Luana da Silva Melo lhes ensina Português, Matemática, Ciências. Além do conteúdo curricular dos livros, o grupo tem recebido as oficinas nas quais as educadoras do Educação Para a Liberdade apresentam informações sobre Direitos da Criança e do Adolescente, ensinam sobre alimentação saudável e sobre a participação das novas gerações na preservação ambiental.

Há cinco anos, Elisa Monguzzi faz doações para a iniciativa de Solidariedade à Distância, arrecadação internacional promovida ONG We World para apoiar projetos sociais. Ao todo, existem quarenta mil colaboradores e colaboradoras, cuja doação é repassada para projetos sociais que atendem 800 mil mulheres e crianças de oito países: Índia, Kênia, Tanzânia, Nepal, Camboja , Itália, Benin e no Brasil, onde o projeto Educação Para a Liberdade é um dos parceiros. O doador recebe cartas e fotos das crianças, acompanha  seu crescimento e aprendizado e também pode remeter mensagens.

Em maio, Samuel recebeu mais uma carta de sua amiga italiana. Elisa havia escrito um cartão de Natal desejando felicitações ao menino e à sua família. O garoto mora com a avó, ele conta que sua mãe trabalha em um restaurante no Rio de Janeiro e seu pai é um dos “pipeiros” de Nova Russas. “Ele pega água do cacimbão e leva para a casa das pessoas”, explica o menino. Quando não chove o suficiente em algumas cidades do Ceará, como aconteceu nos últimos cinco anos, os açudes secam e algumas comunidades entram em racionamento de água, dependendo do abastecimento dos carros-pipa.

Na escola de Samuel, o Projeto Educação Para a Liberdade realizou a Campanha Água Nossa de Cada Dia, orientando sobre preservação ambiental, tema que Elisa considera relevante na formação das crianças. “É importante entender, desde criança, o respeito pela natureza. Aprender as bases para saber plantar, sobretudo no contexto onde o Samuel mora, é riquíssimo e necessário. Nós aqui na Itália temos abundância de água e muitas vezes acontece que é desperdiçada, nem nos damos conta do imenso valor que ela tem e que ela é preciosa. Samuel com certeza já deve saber do imenso valor da água, mesmo sendo tão pequeno”, afirma Elisa.

foto Samuel

“Olá Elisa, recebi seu cartão e gostei muito. Obrigado pelo elogio, eu gosto de estudar, estou estudando o segundo ano”, escreveu Samuel. Elisa deverá continuar recebendo cartas de Samuel e diz que gostaria de vir ao Brasil e conhecê-lo “Há um pequeno problema: morro de medo do avião!”, diz a colaboradora.

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Veja fotos da Campanha Água Nossa de Cada Dia

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