De 1975 a 1978, ela teve passagem relativamente rápida pelo Esplar; mas, como acontecia em outras circunstâncias e em outros lugares, Luiza deixou marcas entre nós.

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A convite do movimento internacional Fashion Revolution, que busca conscientizar consumidores sobre os prejuízos sociais e ambientais  causadas pela indústria da moda, o Esplar, Centro de Pesquisa e Assessoria participou das feiras bienais Maquintex, Signs Nordeste e Femicc 2017, realizadas no Centro de Eventos do Ceará de 3 a 6 de outubro .

O evento reuniu empresas para lançar produtos, serviços e inovações para a Indústria Têxtil, de Impressão Digital, Sinalização e Serigrafia e Indústria Coureiro-Calçadista. Em 2017, o método de consórcios agroecológicos orientado pelo Esplar a 112 famílias agricultoras no Sertão Central e Sertão dos  Inhamuns resultou na produção de  mais de 9750 quilos da pluma de algodão cultivada sem a utilização de agrotóxicos. Leia Mais Organizações do setor têxtil investem em cultivo de algodão agroecológico no Ceará

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Numa época em que os agricultores e agricultoras do Ceará não tinham sementes para plantar e precisavam trabalhar de graça para conseguí-las, a sociedade civil uniu-se pela criação de bancos comunitários de sementes crioulas. Iniciada pelo Esplar em 1991, a Rede de Intercâmbio de Sementes, RIS, chegou a congregar mais de 14 mil pessoas em 15 municípios.

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A rede Jubileu Sul Brasil realizará, nos dias 28 e 29 de julho, em Fortaleza, o Curso: O Estado financeirizado e a Dívida Pública - Crise Política e Resistência Popular”. Ao longo dos últimos 18 anos, a rede vem desenvolvendo conteúdos e informações relevantes nos espaços dos movimentos sociais populares, a respeito de temas como: Modelos de desenvolvimento, Financeirização do Estado e Dívida Pública, além de colaborar com a construção de alternativas a esse modelo, desde o meio popular.

O objetivo desse Curso é informar e facilitar a reflexão sobre questões relacionadas ao processo de endividamento do Estado brasileiro. A formação  é destinadá a grupos  atuantes no processo das lutas sociais no Ceará.

40 vagas estão disponíveis. Cada movimento, entidade, organização ou coletivo deverá indicar até 5 pessoas como participantes, preferencialmente, aquelas que possam multiplicar os conteúdos. Os organizadores e organizadoras sugerem o esforço de cada instituição em equilibrar gênero.

Local: Cedeca – Rua: Deputado João Lopes, 83. Centro.

PROGRAMAÇÃO

Dia 28/07: sexta

Manhã:

. Credenciamento e divisão de tarefas por grupos
. Mesa de Abertura – Análise de conjuntura: A centralidade da dívida hoje.
Facilitadora: Magnólia Said

Tarde:

Oficina: "Crise fiscal”, as respostas neoliberais e sua relação com a dívida pública
Facilitador: André Ferreira
Trabalho em grupo com textos e vídeos (G1. Privatizações – terra, empresas e equipamentos públicos; G2. Reformas da Previdência; G3. Trabalhista; e G4. Educação)
. Debate em conjunto

Noite:
. Atividades culturais (filmes, saraus)
Espaço Rendez-Vous Coworking (João Gentil, 207 Benfica)

Dia 29/07: Sábado

Manhã:
Como enfrentar esse projeto de poder?
(plano de mobilizações: estratégias de resistência, com quem dialogar, com quem articular para fazer ações coletivas)
Facilitador: Igor Moreira

Tarde:
Filme: ‘Eu, Daniel Blake”
Debate
Mediação: André Sousa

ENCERRAMENTO

Contatos

Rogéria Araujo:  85 99619.2566 – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Magnólia Said – 85 99922.8610 – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
Igor Moreira – 85 85 9714-0147 – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
André Sousa – 85 987057557 – Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

Para mais sobre a rede Jubileu Sul Brasil:

www.jubileusul.org.br | Facebook: Jubileu Sul Brasil

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Esplar apresentará o seu trabalho de empoderamento de mulheres agricultoras por meio da produção agroecológica em quintais, hortas e roçados.

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No encontro do Fórum Cearense Pela Vida no Semiárido (FCVSA), realizado em julho na sede do Esplar, agricultores e agricultoras de Paramoti, Baturité, Canindé e Chorozinho conheceram as mudanças que estão sendo feitas na lei estadual dos agrotóxicos. Em vigor desde 1993, a legislação passa agora por atualizações que facilitam a compra, venda e aplicação de pesticidas e herbicidas e diminuem a fiscalização do governo.A Saúde da população cearense poderá ser prejudicada e a sociedade deve tomar conhecimento destes riscos. Dia 07 de julho, às 14h, a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento do Semiárido  e a Comissão de Agropecuária realizarão uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Ceará para debater a nova versão da lei e os impactos para o meio ambiente e para a Saúde. Após as explicações da advogada Talita Furtado sobre a flexibilização da lei 12.228/93 em sua nova versão (ver lista abaixo), os participantes do Fórum descreveram as formas de contaminação por agrotóxicos que presenciam em suas cidades e o apelo das propagandas que incentivam o uso de pesticidas e herbicidas. Fórum Cearense Pela Vida no Semiárido (FCVSA)Estes agricultores e agricultoras praticam e ensinam o cultivo agroecológico mostrado pelo Esplar e outras instituições do FCVSA em suas comunidades. Relataram  os bons resultados do uso de defensivos e adubos naturais em  suas plantações e a melhoria na fertilidade da terra. Também buscam orientar os amigos e amigas sobre os riscos dos agrotóxicos, mas encontram resistência de algumas pessoas em mudar hábitos de aplicação de veneno. “Luto muito na minha comunidade sobre o veneno, mas não entra na cabeça de alguns agricultores que o remédio natural funciona. O vidrinho faz mal, é veneno! O feijão fica contaminado”, disse Antônia Valdira Coelho, moradora do assentamento Menino Jesus, em Chorozinho. Veja algumas das modificações na  lei 12.228/93 ⚠ Agrotóxicos comprovadamente cancerígenos e de uso proibido nos países onde são fabricados continuarão sendo permitidos no Ceará. ⚠ Mais empresas poderão ser autorizadas a vender agrotóxicos. ⚠ A perigosa prática de pulverização aérea de agrotóxicos não foi proibida na lei. ⚠ O aumento da multa para empresas que descumprirem as normas de aplicação de veneno não foi incluída na nova versão da lei. ⚠ O equipamento de proteção individual, utilizado pelos trabalhadores e trabalhadoras manuseiam o veneno, não será corresponsabilidade do fabricante, nem do comerciante. ⚠ O comércio de agrotóxicos continua sendo isento de impostos. ⚠ Inseticidas, detergentes, alvejantes e desinfetantes não serão classificados como agrotóxicos, mesmo tendo composição química semelhante. ⚠ O despejo de agrotóxicos e suas embalagens em rios e lagoas não será mais proibido. ⚠ A sociedade civil não terá a alternativa de cancelar o registro de agrotóxicos em defesa da saúde humana e do meio ambiente, também não precisará ser consultada para o que novos tipos de veneno sejam utilizados pelas empresas. ⚠ O tempo de cadastro de agrotóxicos foi aumentado para cinco anos, podendo chegar até 10 anos. Fórum Cearense Pela Vida no Semiárido (Fonte: Assessoria jurídica deputado estadual Renato Roseno)

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Quarta, 07 Junho 2017 00:29

Memórias do Esplar. Os primeiros anos

Foto: Agricultores em Crateús, 1976. (Pedro Jorge Bezerra Ferreira Lima)

No ano de 1974,  em muitas localidades rurais do estado, as pessoas viviam em extrema injustiça social e pobreza. Ignoradas pelo poder público, sofriam de desnutrição e diversas doenças que eram agravadas pela omissão no atendimento de Saúde. Também a exploração de trabalho pelos donos das terras limitava a vida das famílias agricultoras e as impedia de conseguir melhor alimentação, moradia e remuneração.

Em meio às dificuldades daquele período, entrecortado por anos de seca, a Igreja Católica realizava um trabalho de promoção humana na região de Crateús e tentava mostrar ao povo rural a organização comunitária como uma alternativa de melhoria de vida.

O Projeto de Educação Pré-Cooperativista era liderado pelo Bispo  Dom Antônio Batista Fragoso, "uma pessoa comprometida com os pobres marginalizados, que lutava para construir um mundo melhor e mais justo", define o fundador do Esplar, o agrônomo Pedro Jorge Bezerra Ferreira Lima. Naquela região, 43 anos atrás, a convite de Dom Fragoso, a ONG iniciou sua trajetória.

Os profissionais da Diocese de Crateús incentivavam os trabalhadores e trabalhadoras rurais a fazer mutirões para o plantio de hortas, roçados e farmácias naturais, estimulavam a formação de cooperativas e davam assistência às famílias na prevenção de doenças. Foi também nesta década que, pela primeira vez,  foram organizados bancos coletivos de sementes para acabar com a necessidade de contrair empréstimos com patrões para poderem iniciar o plantio.

Durante três anos, o Esplar acompanhou este trabalho, avaliou suas ações, analisou o contexto social dos locais onde era implementado e propôs alternativas para aprimorá-lo.

“Uma equipe da Diocese visitava as comunidades buscando trabalhar a organização ligada à Saúde, sindicalismo e as questões ligadas com a terra. Nós tínhamos reuniões com esse grupo e íamos para o campo. Ficávamos dois ou três dias nas comunidades e depois fizemos relatórios, que foram apresentados e discutidos”, afirma Pedro Jorge.

No tempo de Dom Fragoso

Joana Damasceno  lembra das reuniões “do tempo de Dom Fragoso”. Por volta de 1979, a agricultora  morava em Tamboril, município vizinho a Crateús, e participava dos encontros onde, pela primeira vez,  ela leu uma cartilha de formação política. "Foi um tempo de formação para mim, eu tinha o interesse de aprender, saber e ver no que aquilo ali ia dar mais na frente", explica.

A partir daí, ela começou a entender a necessidade de os agricultores e agricultoras enfrentarem as tantas injustiças que viviam. “Eu me interessei porque a gente morava em terra de patrão e pagava renda.  Era um período muito difícil, não tinha água, família pequena, era muito sofrimento. A gente não dormia à noite procurando água. Eu aprendi um pouquinho a ler nessas cartilhas, havia formação política, ah mas foi bom...”, recorda Dona Joana.

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Takashi Ebuchi e Eliza Otsuka, repórteres do jornal japonês The Asahi Shimbun, foram recebidos no Esplar na manhã desta quarta-feira (21/12/2016). Os dois vieram ao Ceará conhecer experiências de economia solidária e entrevistaram o fundador da ONG, o agrônomo Pedro Jorge Bezerra Ferreira Lima, que, há quase três décadas, assessora comunidades no cultivo agroecológico do algodão e no comércio justo.

Ao longo de 2016, Takashi esteve no Reino Unido, Espanha, Alemanha, França, Índia, Cingapura, entre outros países, para reportar alternativas de desenvolvimento solidário. Em dezembro, ele viajou à cidade de Tauá, onde o Esplar, em 1990, começou a disseminar o método dos consórcios agroecológicos e ajudou a estruturar a cadeia produtiva de plantio, beneficiamento e venda do algodão. As reportagens serão publicados em fevereiro de 2017 neste jornal que tem tiragem diária de sete milhões de exemplares, sendo um cinco maiores do Japão.

Na entrevista, Pedro Jorge explicou aos repórteres como a concentração fundiária explorava o trabalho dos agricultores e agricultoras no Brasil, antes da promulgação do Estatuto da Terra, na década de 1960. Os trabalhadores/as rurais eram obrigados/as a entregar metade da colheita ao dono da terra, o que agravava a exploração e a desigualdade no País. Com as lutas sociais, foi aprovado o Estatuto que normatiza o pagamento de 20 por cento da produção como arrendamento pelo uso da propriedade.

O comércio do algodão era feito por intermédio dos atravessadores, pessoas que compravam dos pequenos produtores por um preço muito baixo e revendiam. O trabalho do Esplar com as comunidades rurais os capacitou a beneficiar o algodão. Em 1993, a compra de uma máquina descaroçadeira propiciou aos agricultores de Tauá, pela primeira vez, a autonomia na produção e na venda, pois neste mesmo ano, 0 Esplar mediou a venda do algodão agroecológico da ADEC (Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá) ao Greenpeace.

Em 2003, a  Justa Trama, cooperativa de confecção de roupas, e,  no ano seguinte, a Veja, empresa francesa de sapatos ecológicos, buscam fornecimento de algodão orgânico no Ceará e conseguem, também com a orientação do Esplar, comjornal_japones_algodao_esplar

prar safras anuais da agricultura familiar. As negociações são feitas seguindo parâmetro do comércio justo e valorização o trabalho dos produtores que seguem dos princípios agroecológicos.

Pedro Jorge explicou aos repórteres que, diferente do modelo de negociação convencional, o comércio justo e a economia solidária são fundamentados na  confiança mútua entre o produtor e o comprador. A cada ano, é feita a encomenda das safras de algodão, o preço é acertado pelos próprios agricultores e registrado em contrato. “Há uma tentativa de praticar valores éticos e, com estes exemplos é possível estimular uma melhor qualidade do algodão. É mantida uma relação de proximidade com os agricultores , este é um diferencial importante”, disse.

Sobre a possibilidade de expandir experiências de economia solidária em meio ao modelo capitalista, o fundador do Esplar argumentou que é uma luta desigual, pois “na economia convencional o mais importante é o lucro e a redução de custos e isso causa impactos para o trabalhador”, disse. Há mais de três décadas o Esplar impulsiona o comércio justo do algodão no Ceará  e Pedro Jorge acredita nesta alternativa de desenvolvimento. “Posso constatar que é possível, apesar das dificuldades, temos que continuar acreditando”.

Em 2016, o Esplar inicia, em parceria com o Instituto C&A, o Projeto Consórcios Agroecológicos com algodoeiro Mocó com intuito de ajudar os produtores e produtoras a contornar o agravamento das mudanças climáticas 80 famílias agricultoras terão assistência técnica para o cultivo da desta espécie resistente à estiagem.

Leia mais

O tempo do algodão.  Histórico Esplar 1990 – 2016

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Terça, 13 Dezembro 2016 00:20

Ajudando a formar novos profissionais

Em 2016, o Esplar acompanhou o estágio de seis alunos e uma aluna da Escola Família Agrícola Dom Fragoso, localizada no município de Independência. Railson Barros, Francisco José, William Pereira, Francisco Dessis Feitosa, Ana Carla Martins, João Mateus Santos e Francisco Elissandro dos Santos estiveram presentes em vários acompanhamentos técnicos nas unidades produtivas de agricultores e agricultoras, tais como quintais, roçados, hortas e canteiros.  Os estagiários e a estagiária também viajaram para o Intercâmbio Territorial de Sementes em Quixadá;  colaboraram com oficinas de manejo e produção de mudas; oficinas sobre economia solidária; formações com famílias agricultoras sobre a gestão de casas de sementes comunitárias e mostraram às comunidades rurais alternativas sobre manejo e conservação do solo e da água.

Ao todo,  cumpriram 150 horas de estágio em atividades práticas e teóricas para aprofundar sua formação profissional. Durante este tempo, os futuros técnicos agropecuários e técnica agropecuária praticaram conhecimentos como: adubação orgânica, cobertura vegetal, fabricação de biofertilizantes, coroamento, poda de árvores e a construção de canteiros suspenso de garrafas plásticas. Com as equipes do Esplar nos projetos Educação Para a Liberdade e Assistência Técnica Rural Agroecológica Sertão dos Inhamuns (ATER Inhamuns), exercitaram também a mediação de encontros com comunidades rurais para demonstrar os métodos agroecológicos de melhoria na produção dos quintais, a qualidade das frutas, legumes e hortaliças, tratar a saúde dos pequenos animais e proporcionar ao homem e à mulher do campo alimentação saudável, qualidade de vida e preservação ambiental nos locais onde vivem.

Saiba mais sobre a Escola Família Agrícola Dom Fragoso

Em 2017, o Esplar vai oferecer nova turma  de estágio para garotas da EFA Dom Fragoso

O Educação Para a Liberdade é um projeto social em agroecologia e gênero, por isso, a partir do ano que vem, a prioridade de vagas para aprendizes será para estudantes mulheres. Elas irão visitar quintais produtivos de agricultoras em Monsenhor Tabosa, Nova Russas e Tamboril e, junto com a equipe de técnicas agropecuárias profissionais, aprenderão o trabalho de assistência rural agroecológica de manejo de plantas e de pequenos animais. Poderão também participar de oficinas sobre o combate à violência contra a mulher, intercâmbios e seminários promovidos pelo projeto. Deseja participar da seleção para nova turma de estagiárias do Esplar? envie email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

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Entrevista

Ana Carla Martins foi a primeira estagiária do Projeto Educação Para a Liberdade. Em 2017, sete novas vagas de estágio serão ofertadas para garotas estudantes do curso técnico em agropecuária da EFA Dom Fragoso. Carla conta sobre seu aprendizado e seu desafio de plantar uma agrofloresta, projeto prático da EFA

Por que você escolheu estagiar no Projeto Educação Para a Liberdade? Quais eram as suas expectativas?

Ana Carla - A EFA Dom Fragoso incentiva, em nosso segundo ano, estagiarmos em entidades que estejam ligadas a parte social e à agropecuária, então pensei em estagiar no Esplar, exatamente no Projeto Educação Para Liberdade, pois já conhecia algumas atividades desse projeto que eram executadas em alguns assentamentos próximo de onde moro. Era fascinada pelos trabalhos realizados com as mulheres, pelos assuntos que eram debatidos para fortalecer cada vez, mas a autoestima e independência delas. Os acompanhamentos técnicos nos quintais que também seriam uma experiência nova, uma forma de conscientizar as mulheres a uma produção mas saudável. Era muito gratificante só em saber que eu iria fazer parte nesse processo de mudanças e aprendizagens com elas. Desejava contribuir ao máximo nas oficinas em que iria participar, e principalmente repassar os meus conhecimentos, mas sabendo que aprenderia muito mais, pois iria conhecer novas realidades, novas pessoas com conhecimentos diferentes que os meus e isso iria me ajudar bastante profissionalmente e também como pessoa.
Que conteúdo da agroecologia vocês puderam exercitar no estágio?

Tivemos a parte social nas oficinas com as mulheres sobre formas mais ecológicas de produção e como podemos praticar a agroecologia no próprio quintal, em conjunto com toda a família, uma forma de organização dentro do agroecossistema mais sustentável. Compartilhar e trocar sementes com os vizinhos e vizinhas também é uma das formas de práticas agroecológicas. Na parte prática realizamos com as mulheres, em seus quintais, técnicas de conservação do solo, adubação, poda, fabricação de biofertilizantes naturais para que não usem os adubos químicos e agrotóxicos, e sim os meios de produção mas ecológicos e saudáveis. Na primeira vez que visitei os quintais das mulheres percebi que elas se dedicavam bastante aos seus quintais, mas não eram realizadas técnicas ecológicas. Com o decorrer das atividades práticas e as oficinas, percebi que elas puderam melhorar os conhecimentos nas práticas produtivas e organizar sua produção, ampliando seus conhecimentos buscando uma transição agroecológica em seu próprio quintal.

 

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Há 26 anos, o Esplar, Centro de Pesquisa e Assessoria apoia comunidades rurais no Ceará a produzir algodão agroecológico.  Conheça nossa cronologia:

 

1990 -  GRUPO DE PESQUISA DO ALGODÃO
A partir do desafio do agricultor Veríssimo, o Esplar passou a mediar uma pesquisa conjunta com cultivadores de algodão em vários municípios do Ceará para resgatar a tradição do plantio do algodoeiro mocó e apresentar alternativas para superar o problema da infestação do inseto bicudo (Anthonomus grandis). O trabalho resultou na publicação de um manual, acesse “Algodão Mocó: Um Novo Sistema de Produção” 

1992 -  INÍCIO DOS CONSÓRCIOS
As comunidades parceiras do Esplar adaptam os roçados de algodão para o consórcio agroecológico. O cultivo misto do algodão junto com o milho, o gergelim e outras variedades de plantas melhora a produtividade e protege o solo. Em parceria com a Associação de Desenvolvimento Educacional e Cultural de Tauá (Adec), Esplar realiza diagnóstico participativo com sindicato de trabalhadores e trabalhadoras rurais e elabora Plano de Desenvolvimento Agroecológico.

1993 -  SURGEM COMPRADORES
O Esplar auxilia a negociação de venda para o Greenpeace da primeira safra de algodão agroecológico dos grupos de agricultores que acompanha. Também neste ano, a ONG acompanha a aquisição de uma máquina de descaroçamento e os treinamentos para que a ADEC de Tauá pudesse realizar autonomamente o trabalho de beneficiamento da pluma de algodão. Veja notícias : Camiseta Ecológica - Jornal do Brasil 

2003  - COMÉRCIO JUSTO
A Justa Trama, cooperativa de confecção de roupas, e a Veja, empresa francesa de sapatos ecológicos, buscam fornecimento de algodão orgânico no Ceará e conseguem, com a mediação do Esplar, comprar safras anuais da agricultura familiar. As negociações são feitas seguindo parâmetro do comércio justo e valorização o trabalho dos produtores que seguem dos princípios agroecológicos. Veja notícias

2008 - AMPLIAR A PRODUÇÃO
O Esplar é convidado pelo Projeto Dom Helder Câmara para partilhar sua experiência de capacitar agricultores/as na produção e venda do algodão agroecológico. A ONG integrou este projeto do Ministério do Desenvolvimento Agrário, proporcionando cursos sobre os consórcios agroecológicos para a equipe da Embrapa e fazendo a aproximação com as empresas compradoras do algodão, entre outras ações. Leia artigo: Algodão Agroecológico no Comércio Justo:  Fazendo a Diferença.

2016 - NOVAS PARCERIAS
A escassez de chuvas tem enfraquecido a cultura do algodão nos últimos anos. Para ajudar os produtores e produtoras a contornar este agravamento das mudanças climáticas, o Esplar inicia, em parceria com o Instituto C&A, o Projeto Consórcios Agroecológicos com algodoeiro Mocó. 80 famílias agricultoras terão assistência técnica para o cultivo desta espécie resistente à estiagem.

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