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Campanha SaD aborda o poder do diálogo para evitar bullying

Quinta, 05 Dezembro 2019 16:59

Oficina “É conversando que a gente se entende” busca prevenir bullying entre crianças e adolescentes

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Promover um ambiente saudável e não violento nas escolas é um grande desafio para professoras/es, gestoras/es e familiares. Apesar de mais debatido na atualidade, o bullying ainda assombra o cotidiano de muitos estudantes. O Esplar, em parceria com a We World, promove anualmente a campanha Solidariedade à Distância (SaD), que tem o bullying como tema trienal. Desde 2018, a prevenção ao bullying norteia as oficinas ministradas em escolas rurais dos municípios de Monsenhor Tabosa, Nova Russas e Tamboril. Com a temática “É conversando que a gente se entende”, a Campanha SaD de 2019 realizou 86 oficinas em 26 escolas, beneficiando 2.851 crianças e adolescentes.

De acordo com Raquel Rodrigues, técnica de Educação do Esplar, foram trabalhadas duas metodologias diferentes. Da Educação Infantil ao 5º ano, foi utilizada a fábula “O caracol e a borboleta” através de uma contação de história. Já a partir do 6º ano, a temática foi desenvolvida através de um rap. “Essa fábula inicia com uma discussão. O caracol e a borboleta discutem, mas no final se entendem. Se eles só tivessem discutido e cada um ido para o seu lado, eles não teriam percebido a importância da conversa. Mostra para as crianças que as pessoas não podem brigar. E sim que a gente tem que conversar para poder se entender”, explica a educadora.

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Com adolescentes, o rap ajudou a promover várias reflexões. O que a letra do rap tem a ver com a nossa vivência? Nós estamos respeitando nossas/os colegas? Vocês já passaram por situação parecida? Com o debate alguns alunos se sentiram à vontade para relatar suas próprias experiências. “Uma aluna falou que sofria bullying sendo chamada de nerd pelos colegas. Na hora do intervalo, ao invés de brincar, ela ia para a biblioteca. Ela não se sentia à vontade com o apelido. Durante a conversa, ela expôs a situação para eles entenderem que ela gostava de estudar. Ela tinha um objetivo. Quando terminar o Ensino Médio, ela quer ir para uma faculdade. Ela era chamada de nerd por querer melhorar a vida dela”, relata Raquel.

O poder do diálogo para prevenção do bullying foi a mensagem transmitida durante as oficinas. Muitas/os alunas/os confessaram que não costumavam conversar com colegas para resolver algum problema. “A gente falou que se deve conversar e não partir para a briga, para confusão. Que deve conversar, pedir para pessoa não continuar com aquela prática, que não é legal, que não se sente bem, não se sente à vontade. Elas e eles começaram a se abrir mais e a falar que tinham passado por situações parecidas. Que agora iam saber como reagir. Na maioria das escolas em que a gente passou, as alunas e os alunos perceberam que devia haver mais diálogo, mais conversa. Que o diálogo é muito importante e resolve muito mais os problemas”, conclui a educadora.

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