Documentário cearense dialoga sobre três décadas de algodão, agroecologia e transformação nos sertões do Ceará

27/04/2026 13:57:57
Documentário cearense dialoga sobre três décadas de algodão, agroecologia e transformação nos sertões do Ceará

O filme “1992: O Encontro que Virou Semente” chega às plataformas digitais e narra como a agroecologia devolveu o algodão para as comunidades rurais do Ceará.

O documentário “1992: O Encontro que Virou Semente” acompanha a experiência de retomada do cultivo de algodão por meio dos consórcios agroecológicos no Ceará. O filme chegou à plataforma de vídeo YouTube no dia 17 de abril, após lançamentos presenciais em Fortaleza, Quixadá, Crateús e Nova Russas.
O diálogo de 44 minutos retrata o que começou com a pergunta de um agricultor no município de Madalena no Ceará e virou um movimento de transformação agroecológica: “por que o algodão desapareceu dos sertões?”.
A narrativa acompanha como o projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos transformou paisagens, modos de vida e relações familiares dentro das comunidades, conduzido pelo tripé entre a preservação ambiental, a soberania alimentar e a geração de renda.
Os diálogos revelam que essa caminhada de mais de três décadas trouxe transformações não só para a natureza, mas também para a vida das pessoas, como relata a agricultora Cleidiane Souza:


“Na agricultura aqui da gente, na nossa agricultura familiar, no nosso consórcio, nós não estamos só fazendo renda, nós não estamos só cuidando da natureza – nós estamos cuidando das nossas vidas”.



O documentário é uma realização do Esplar – Centro de Pesquisa e Assessoria, com direção de Dani Guerra e fotografia de Fran Paulo. O idealizador do projeto, Pedro Jorge, é uma das pessoas entrevistadas pelo filme que conta com a participação de agricultoras e agricultores de várias partes do Ceará: Manoel Siqueira (Lino), Vanusa Inácio, Cleidiane Souza, João Félix, Jullyerlly Dantas, Tatiana Nascimento, Giovane Pinto, Israel Matias e Sivaldo Nunes.
O documentário também dialoga com os técnicos Samara Santos, Ronildo Mastroianni e Rogaciano Oliveira, além do representante da empresa de comércio justo Veja, Francois-Ghislain Morillion.

 

 

Assista o documentário aqui: https://youtu.be/xyXoLASccsg?si=RGCjszU-5umB_mkf



1992 e o encontro


No início da década de 1990, as famílias agricultoras enfrentavam um grande desafio, o algodão, planta comum nos roçados cearenses, não conseguia mais amadurecer de forma saudável, pois o capulho, aquela estrutura que envolve as fibras do algodão, apodrecia sem abrir.
Na época, o besouro apelidado de bicudo ganhou a fama de vilão dessa história. A grande disseminação do inseto, no entanto, refletia desequilíbrio coletivo e escondia práticas de manejo como queimadas, desmatamento arbitrário e uso intensivo de agrotóxicos.
O encontro entre Veríssimo, agricultor lá do município de Madalena, e o assessor técnico e sociofundador do Esplar, Pedro Jorge, foi o começo de uma grande investigação sobre como retomar o algodão a partir do Semiárido Cearense.
A inquietação de agricultoras, agricultores, pesquisadoras, pesquisadores, técnicas e técnicos resultou em um processo coletivo de experimentação para o resgate do cultivo de algodão, o que teceu novas possibilidades de manejo para o Ceará e outros estados do Nordeste.


Ficha técnica
Realização: Esplar - Centro de Pesquisa e Assessoria
Direção: Dani Guerra
Fotografia: Fran Paulo e Felipe Baenninger
Pesquisa / Produção: Dani Guerra
Som: Fran Paulo
Roteiro/ decupagem: Dani Guerra e Fran Paulo
Montagem/Edição: Fran Paulo
000Samara Santos, Ronildo Mastroianni e Antônio Marques

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