Durante a primeira quinzena do mês de março, o Esplar realizou um conjunto de ações para resgatar o sentido político do 8 de março. Além da sua sede em Fortaleza, outros dois municípios de atuação, Canindé e Quixadá, participaram dos momentos formativos.
O ciclo de atividades começou com o Café por Todas: Conversas que importam, um percurso de memória e reconhecimento pela vida e feitos de mulheres em diversas áreas de atuação como literatura, política, agroecologia, educação, transformação social e esportes.
Na semana seguinte, entre os dias 11 e 13 de março, a equipe do Esplar viajou para o Sertão Central, onde realizou duas rodas de conversa em Canindé e um encontro territorial em Quixadá, momento de fortalecimento das pautas políticas das mulheres e do enfrentamento à violência.
Em meio a tanta divulgação sobre situações de violência, o Esplar realizou uma atividade para que a sua equipe técnica conhecesse e identificasse trajetórias de mulheres importantes para o Brasil e para o mundo. Como explica Magnólia Said:
A gente quis sair um pouco da temática da violência, para trazer um outro tipo de debate para o Esplar, aportar reflexão, acolhimento e relação entre corpo e o território, porque é o corpo que dá vida ao território”.
Lethícia Porto, técnica do Esplar, explica que a escolha das histórias contadas no percurso aconteceu de forma espontânea e que, para deixar o espaço mais interativo, pessoas da equipe apresentaram algumas mulheres em voz alta.
Nós do Esplar somos multiplicadoras e multiplicadores de conhecimento, atuamos em vários territórios. É fundamental que nos sintamos inspiradas e inspirados pela trajetória dessas mulheres”, reflete Lethícia.
Clique na foto e confira os registros do Café por Todas:
Após um primeiro momento de diálogo, em novembro de 2025, no Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores Rurais (STTR) de Canindé, a mobilização das mulheres, realizada pelo projeto Educação Ambiental nas Escolas, estendeu o debate para duas comunidades rurais do município neste mês de março.
A comunidade Vazante do Curu e o Assentamento Tiracanga receberam cada qual uma roda de conversa sobre direitos das mulheres e enfrentamento à violência. Além disso, os momentos abordaram a Campanha pela Divisão Justa do Trabalho Doméstico no Semiárido da Rede Feminismo e Agroecologia do Nordeste, trazendo para discussão a importância da divisão das tarefas de cuidado, dos afazeres e do poder de decisão.
Neuma Morais, coordenadora do projeto Educação Ambiental nas Escolas, explica a importância de mobilizar os territórios:
Nas comunidades mais distantes, as mulheres ficam mais isoladas e muitas vezes não participam dos movimentos, e, por isso, ficam no senso comum: ‘não tem jeito, as mulheres vão continuar morrendo’, ‘tá é aumentando a violência’, ‘essa Maria da Penha não adianta nada’”.
A pedagoga explica que esses momentos são importantes para alertar sobre situações cotidianas e compartilhar informações sobre como agir em caso de violência:
O 8 de março é um dia de reforçarmos a luta em busca da igualdade de direitos, de cobrarmos a efetivação de direitos, de reivindicar mais políticas públicas para as mulheres agricultoras, quilombolas, indígenas, extrativistas, ribeirinhas, dentre outras”
Deninha Maia, coordenadora de projetos do Esplar, conduziu as discussões junto com as mulheres que estiveram presentes. A secretaria de mulheres do STTR de Canindé, o Sindicato de Servidores Público Municipais de Canindé (SINDSEC), a Escola José Bernardo Uchoa, o Grupo de Mulheres Esperança e Luz, a Brigada Mandacaru do MST e liderança da Aldeia Gameleira fizeram parte dos momentos coletivos e diversificaram as discussões.
Clique na foto e confira os registros das atividade em Canindé:
Em Quixadá, o Esplar realizou, em parceria com o STRAAF Quixadá, o Encontro Territorial de Mulheres, reunindo participantes de três territórios: Quixadá, Choró e Quixeramobim. Também estiveram presentes as mulheres do projeto Algodão em Consórcios Agroecológicos.
A iniciativa já consolidada no mês de março no sindicato, aprofundou, em 2026, o debate com o tema “Mulheres em Luta por Direitos, Autonomia e Justiça social nos territórios”, com o apoio do projeto Baraúnas dos Sertões e da ActionAid.
A coordenadora de projetos do Esplar, Deninha Maia, conduziu um resgaste do sentido político do 8 de março, abordando temas como violência, desigualdade e direitos. Também representaram o Esplar Neuma Morais, Samara Santos, Ana Carla Martins e a comunicadora Dani Guerra.
Clique na foto e confira os registros do Encontro Territorial:
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